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Homenagem aos membros do Núcleo de Economia Circular: 1000 seguidores

By 20/08/2018julho 5th, 2021No Comments

Homenagem aos membros do Núcleo de Economia Circular: 1000 seguidores

Eu, Daniela Fontana, sou professora, pesquisadora e tenho como propósito levar a Sustentabilidade para maior número de pessoas. Ao longo dos anos, percebi que a Educação pode contribuir para este propósito, pois a Educação tem a capacidade de mudar o mundo.

Assumi alguns desafios na área de Educação Corporativa e estou estudando como os adultos aprendem.

De acordo com as teorias de ensino de Beethan na teoria Situada: as pessoas aprendem ao participar de comunidades de prática, progredindo de novatos até especialistas pela observação, reflexão, mentoria e legítima participação periférica. Também enfatiza o contexto social da aprendizagem. Outra linha teórica de formas como os adultos aprendem é a Heutagogia (uma extensão da Andragogia), proposto por Stewart Hase e Chris Kenyon, neste caso o aprendiz é quem determina como, quando e o que deve ser aprendido com o uso da tecnologia, caracterizando este processo como autodirigido e autodeterminado. Enquanto para Kolb, as pessoas para aprender devem passar por: Sentir (ex.: jogos), Observar (ex.: escrever artigos, livros), Pensar (ex.: leituras) e Fazer (ex.: mudar nossas ações quanto a escolha de produtos/serviços mais sustentáveis).

Um exemplo disto é o NEC: o Núcleo de Economia Circular, idealizado por Beatriz Luz da Exchange 4 Change Brasil, criado em 2016, que faz troca de conhecimento por rede colaborativa de relacionamento integrando membros de forma voluntária, interessados e engajados em ampliar a discussão sobre Economia Circular.

Eu fui convida a participar do NEC como uma multiplicadora de São Paulo pois tenho interesse no tema de Economia Circular, já trabalhava como professora e consultora na área de Sustentabilidade, além da experiência como pesquisadora na área de Produção mais Limpa pelo grupo de pesquisa TECLIM da UFBA. Conheci a Beatriz Luz quando fomos colegas na Odebrecht Ambiental: eu trabalhava como Gerente de Projeto da Estação de Tratamento de Esgoto de Mauá e ela na área de Sustentabilidade. O tema de Economia Circular conheci com a Bia quando ministrei uma aula de Gestão da Sustentabilidade para cursos de MBA da Universidade Paulista e ela foi como palestrante convidada para minha turma.

Atualmente o NEC é composto pela idealizadora, conta com comitês gestores, multiplicadores regionais no Brasil, parceiros mundiais e seus membros: grupo de pessoas interessados no tema que seguem a página do Facebook.

O NEC está nas redes sociais: Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter e a troca de conhecimento se dá por: Webinários; por palestras; por troca de materiais como: artigos, livros, reportagens, vídeos; produção de livros; produção de artigos; consultoria; mentoria; curadoria de eventos na área; aulas relacionadas ao tema.

Outra tendência na área de educação para adultos que o NEC se enquadra bem é o Microlearning: “micro” é pelo tempo reduzido e “learning” fala de aprendizado, mas também é uma referência ao e-learning, o aprendizado online.

O NEC cresceu e já tem mais de 1000 seguidores no Facebook. Eu aprendo muito com o NEC e percebo que os demais integrantes também possuem vontade de aprender e compartilhar conhecimento. Aliás, estamos na era do Conhecimento, que necessita de Gestão de Mudança e Gestão do Conhecimento e, esta fase precisa de mudança de paradigmas, de modelos mentais, de estrutura organizacional e de perfil profissional; não são apenas questões de opinião, mas de realidade, de tendências globais e inevitáveis.

A tendência que redes de conhecimento como o NEC sejam cada vez mais frequentes e consigam trazer um impacto maior para a sociedade é cada vez mais evidente. Como Beatriz Luz diz: o NEC é composto por pessoas que não se contentam com o modelo econômico atual: extrai, usa e descarta, o modelo linear de economia, que reduz a qualidade de vida, levando a escassez de recursos.

Na Economia Circular, os recursos têm uma vida útil maior, pois “circulam por mais tempo” no ambiente, exemplos disto como modelos de negócios são:

·        O aluguel do filtro da Brastemp (produto como serviço);

·        As bicicletas compartilhadas do Itaú (usar ao invés de possuir);

·        A compostagem que gera adubo e energia, usando o resíduo orgânico como matéria-prima (resíduo como recurso);

·        O uber que é um carro para o motorista e serve para prestar serviços de táxi (compartilhado);

·        A remanufatura como o caso dos celulares de segunda mão que passam por um processo de manufatura (ciclo reversos);

·        A rede Asta de artesãs que transforma resíduos pós-industriais em arte;

·        A Netflix fornecedora de streaming de mídia e de vídeo que, praticamente, substituiu as locadoras de vídeo (virtualização, onde é possível substituir infraestrutura e ativos físicos por serviços digitais;

·        O uso de recursos renováveis, ao invés, dos não renováveis (ex.: o álcool vindo da cana-de-açúcar é superior, quando se fala de gases de efeito estufa e por ser procedente de uma fonte renovável, a gasolina vinda do petróleo).

Alguns exemplos de hábitos dos consumidores, pois nossas escolhas podem também mudar o mundo:

·        O ato de consertar ao invés de jogar fora e ter que comprar um novo (aumenta a vida útil e reduz o descarte prematuro);

·        O ato de “usar” ao invés de “comprar”, como bens compartilhados;

·        O uso do copo retrátil (da Menos 1 Lixo) ao invés do copo descartável (apesar de pequena troca, evita o uso de vários descartáveis).

Como citado na publicação da CNI sobre Economia Circular, eu também acredito que a Educação tem um papel fundamental não somente com os conhecimentos e as habilidades técnicas e gerenciais, mas também com a mudança de visão, atitudes e valores, baseada em aprendizagem ativa e colaborativa, para desenvolvimento das novas competências essenciais para construção do modelo mental alinhado à lógica da Economia Circular.

E você tem mais ideias de como circular mais os materiais? Siga-nos e ajude-nos a construir um mundo melhor.

Por Daniela Fontana, colaboradora do NEC – Núcleo de Economia Circular. (link ao lado aqui)