Economia Circular

O que é economia circular?

Um novo modelo macro-econômico de desenvolvimento que tem como base a geração e manutenção de valor sem a geração de resíduos. Um novo modelo de crescimento, mais equilibrado e qualificado com novas formas de produzir, consumir e se relacionar.

Na Economia Circular não existem expressões de mais ou menos verde, mais ou menos eficiente. Precisamos ser efetivos na oferta de produtos e serviços.

Ser eficiente não é mais suficiente, pois só estaremos retardando o processo de desgaste dos recursos naturais. Precisamos pensar e agir de forma diferente.

A Economia Circular pode ter início com o olhar de fechamento de ciclos, dividindo os materiais em ciclos biológicos e tecnológicos, porém, precisamos ir além, estabelecendo novas culturas de compra e venda de produtos e novas relações comerciais para o desenvolvimento de negócios.

O principal objetivo é a geração de valor para todos os elos da cadeia e o crescimento desconectado da exploração dos recursos naturais.

A Economia Circular não chega para resolver os problemas da Economia Linear, ela muda o sistema e evita o problema.

Produtos são feitos para durar e projetados de forma modular, podendo ser consertados e compartilhados.

Não existem resíduos nos modelos circulares de produção, pois tudo é pensado para já ser retornado em ciclos reversos, seja na mesma cadeia produtiva ou em outras. Daí a importância da integração da cadeia produtiva e do debate unificado entre todos os setores industriais, o agro negócio e a construção civil, pois eles estimulam o surgimento de conexões inusitadas, soluções multisetoriais e novos modelos de negócio trazendo benefícios na prática. Caso contrário, continuaremos trabalhando em ações pontuais e limitadas.

Os 3 novos Rs da Economia Circular:

  • Reavaliar o processo produtivo.
  • Rever Valores, atitudes e relações.
  • Redefinir produtos e o consumo

No que consiste o mindset circular?

Trata-se de uma nova cultura de negócios a partir de novos princípios, atitudes e relações embasadas na geração de valor com ênfase na durabilidade, modularidade, remanufatura e reúso, desenvolvimento de serviços, compartilhamento e fontes de matéria prima renováveis.

A transição para uma economia circular requer uma transformação sistêmica, ou seja, uma transição feita coletivamente: ninguém faz sozinho.

Mudanças estão acontecendo quase que ao mesmo tempo ao redor do mundo. Por isso, é essencial promover a integração e a colaboração entre os diversos elos da cadeia produtiva no mercado brasileiro para gerar valor e escala, promover novos modelos de produtividade, empregos e relações comerciais visando diferencial competitivo no mercado global.

Como essa proposta pode ajudar a reconstruir a economia?

O plano de ação circular aprovado em 2015 consiste em 3 áreas-foco:

  • produção e consumo
  • gestão de resíduos
  • criação de mercado para materiais secundários

Diante da pandemia da COVID-19, o senso de urgência voltado à revisão do modelo produtivo se agravou e a Economia Circular tem sido base dos planos de restauração econômica em vários países. O European Green Deal, plano de diretrizes de crescimento da União Europeia lançado ao final de 2019 já colocava a Economia Circular como prioridade número 1, e consequentemente o Green Recovery Aliance, mantém este compromisso em uma aliança de vários países europeus que se comprometem em desenhar uma plano de recuperação onde a sustentabilidade está no centro do processo de decisão.

As oportunidades em destaque são:

  • Promover uma economia de 600 bilhões de euros
  • Gerar 2 milhões de novos empregos
  • Reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 4%

A Economia Circular têm um enorme potencial para reconstruir nossa economia e contribuir para a criação de um novo modelo de prosperidade.

Qual o potencial da Economia Circular para o Brasil?

A União Europeia só será bem-sucedida se suas ações também promoverem a transição a nível global para uma economia circular justa, com o uso eficiente de recursos e de baixo carbono. Portanto o novo plano de ação para a Economia Circular da Europa lançado em Março 2020 traz vários pontos de relevância para a América Latina.

Acordos globais estão sendo estabelecidos, diretrizes comuns serão definidas para a gestão de recursos naturais em todos os países e o comércio internacional terá que estar em linha com os princípios da Economia Circular.

Portanto os princípios de integração da cadeia e geração de valor da Economia Circular podem ser vistos como uma força motriz inspirando empresas a modificar seus processos, criar novos produtos, estabelecer novas relações comerciais e colaborar para que diferentes setores possam se unir para contribuir com o bem-estar da sociedade, o fortalecimento das cadeias produtivas.

Modelos de negócios circulares

Visando a padronização e o alinhamento à discussão global, utilizamos, como base do nosso trabalho, a terminologia aplicada pela OCDE que define 5 modelos de negócio circulares.

Estes novos modelos permitem um crescimento desconectado da exploração dos recursos naturais contribuindo com a geração de valor, diferencial competitivo e sobrevivência dos negócios ao mesmo tempo que reduzem o impacto ambiental, a geração de lixo e poluição, pois tem como base a restauração do capital natural e social.

Por meio de análises críticas individualizadas, avaliação de projetos sistêmicos e parcerias internacionais, nós estimulamos novas soluções e práticas para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Insumos Circulares

Substituições de materiais tradicionais por insumos renováveis, de base biológica ou recuperáveis. A base da Economia Circular é renovável.

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Recuperação de Recursos

Produção de matérias prima secundárias a partir de resíduos. A reciclagem no contexto da Economia Circular é vista como um setor produtivo essencial para a criação de novas cadeias de valor a partir de materiais que originalmente seriam descartados.

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Extensão de Vida Útil

Produtos e componentes circulares têm como características a durabilidade e a modularidade. Neste caso, o design é essencial para garantir que produtos possam ser consertados, remanufaturados, revendidos e compartilhados estendendo seu ciclo de vida.

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Compartilhamento

Modelo de negócio que acaba com a ociosidade e permite atender mais pessoas sem o aumento da produção. Plataformas digitais que aumentam a taxa de utilização de produtos e otimizam o uso de recursos a partir do ponto que permite que mais de um usuário se beneficie de suas funções.

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Produto como serviço

Uma nova forma de disponibilizar o seu produto ao mercado permitindo uma experiência do uso sem a necessidade da compra do produto trazendo praticidade, conveniência e efetividade Produtos viram serviço e o consumidor vira usuário.

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