A inércia é perigosa

O que poderá mudar a maneira como as pessoas ou corporações agem hoje em dia? O que precisa mudar culturalmente no meio ambiente no qual vivemos para que possamos evoluir?

Todos juntos

O setor privado, a sociedade civil e os governos devem trabalhar juntos para fazer mudanças significativas no modelo de negócio “business as usual”. Nenhuma instituição sozinha conseguirá desenvolver uma solução mágica para resolver todos os problemas complexos que enfrentamos hoje.

No encerramento do Fórum Econômico Mundial para a America Latina que aconteceu esta semana em São Paulo anfitriões alertaram para os efeitos do populismo na América Latina. “A crença na política e na democracia é muito baixa, políticos e empresários estão entre as categorias profissionais menos admiradas na região”, segundo André Velasco, professor da Universidade Columbia e ex-ministro de Finanças do Chile, que acredita que precisamos debater como as novas lideranças podem contribuir para a construção de um cenário positivo da região.

Tempos difíceis na nova era digital

“São tempos muito difíceis que acendem um enorme sinal de alarme”, Ngaire Woods, reitora da Escola de Governo Blavatnik, da Universidade de Oxford comenta.

Acredito que um novo modelo de desenvolvimento macro-econômico é necessário. Muitos ainda não se deram conta que estamos vivendo uma Nova Era. Uma Nova Era acontece quando vários fatores nos direcionam e fortalecem novos padrões que mudam completamente a forma com que nos comunicamos, consumimos, trabalhamos e nos relacionamos.

Eistein já dizia, é preciso um novo modelo mental.

Economia Circular

Se estamos numa Nova Era, precisamos de novos modelos de negócio para sobreviver ao futuro.

A Economia Circular provoca um novo pensamento evolutivo, onde os atores revezam os papéis de produtores, usuários e desenvolvedores de regras. O consumidor vira usuário, o produto vira serviço e o cidadão, produtor, enviando energia renovável para a rede. A inovação não é mais restrita a grandes empresas e dependente de altos investimentos. Tecnologias disruptivas são desenvolvidas de forma independente, por jovens empreendedores e modificam completamente mercados maduros como hotelaria e transporte. Além disso, o mundo altamente conectado faz com que tecnologias cruzem os oceanos rapidamente e sejam replicadas globalmente de forma quase instantânea.

Escassez de recursos, riscos no fornecimento de matéria prima, altos e novos custos de produção são reflexos do modelo produtivo linear originários da revolução industrial: explora, produz, usa e joga fora. A obsolescência programada era estratégia de aumento de vendas. Entretanto, a sobrevivência dos negócios atualmente encontra–se ameaçada e o diferencial competitivo não está mais baseado em qualidade e preço. As empresas precisam gerar valor para a sociedade e sua cadeia de valor se quiserem se manter no mercado e atraentes ao novo consumidor que está muito mais conectado, atualizado, promíscuo e é capaz de trocar de marca da noite para o dia.

As corporações podem ter criado a situação na qual nos encontramos hoje, mas também são as mesmas que estão na melhor posição para efetuar as mudanças necessárias para conseguirmos soluções em escala global.

Ser eficiente não é mais suficiente

O cenário mudou, o passivo da produção linear é agora evidente e não é possível mais fecharmos os olhos aos impactos que estamos causando ao nosso planeta e, diretamente, à nossa saúde. As empresas devem ir além da implementação das práticas de sustentabilidade estratégica de reduzir, re-utilizar e reciclar. Precisam, principalmente, repensar seu mind set produtivo: como estão colocando os seus produtos no mercado? Qual a sua relação com seus fornecedores e clientes? Qual a vida útil do seu negócio? Seu produto e/ou serviço ainda será necessário nos próximos anos? Como se diferenciar e gerar valor?

Dos 3Rs da sustentabilidade para os 3Rs da Economia Circular

Economia Circular: Novas formas de produzir, consumir e se relacionar

A atitude das empresas

Na Europa, mais e mais empresas estão se unindo em coalisões empresariais, para juntas, irem em busca de soluções para seus desafios. É preciso uma economia mais restauradora, o trabalho colaborativo, novos indicadores de sucesso, novas formas de financiamento e regulamentação para um equilíbrio nas relações.

Como me disse Markus Laubscher, Diretor de Sustentabilidade e Economia Circular da Philips, em visita ao centro de remanufatura da Philips Heath na Holanda: “Não esperamos por incentivos e políticas públicas do governo para mudar. Vimos nossas atitudes e novos processos como nosso diferencial competitivo”

Concorrência

“É claro que haverá concorrência no mundo da Corporação 2020, mas as empresas competirão mais na base da inovação, da conservação de recursos e no atendimento das necessidades dos consumidores, ao invés de praticar evasão fiscal, lobby e externalização de custos” Presidente da PUAM, Jochen Zeitz (2012)

Trabalhamos para impulsionar a Economia Circular no Brasil em colaboração com especialistas internacionais para criar estratégias e adaptar soluções para a realidade brasileira, pois vemos como uma oportunidade para desenvolver nosso país, internacionalizar nossa indústria, gerar valor para nossa sociedade e viver em um Brasil de sucesso.

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