Soluções Circulares para o desenvolvimento da cidade

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“Nossa luta pela sustentabilidade global será vencida ou perdida nas cidades”.

Esta declaração, feita pelo secretário geral da ONU, Ban Ki Moon antes da Rio + 20 . Esta ainda é válida e foi destacada por Freek van Eijk, Diretor Administrativo da Acceleratio durante seu discurso de abertura no evento realizado hoje na Associação da Indústria do Rio de Janeiro (FIRJAN). O evento, organizado pelo Consulado holandês no Rio de Janeiro em parceria com Centro Internacional de Negócios da FIRJAN foi parte da segunda missão comercial que visa trazer soluções holandesas sustentáveis para a cidade do Rio de Janeiro.

Na medida em que mais e mais pessoas se mudam das áreas rurais para as cidades, a sustentabilidade na cidade torna-se um tema chave num mundo tão urbanizado. O cenário brasileiro não é diferente, especialmente no Rio de Janeiro, que foi recentemente classificado como a cidade brasileira com maior índice de crescimento entre os 300 maiores centros econômicos do mundo (Brookings Institution, em Março de 2015) .

A primeira missão holandesa em Março de 2015 teve os seus esforços voltados para a discussão em torno da limpeza da Baía de Guanabara para os Jogos Olímpicos de 2016 e além. Esta segunda missão e especiamente devido à parceria com a FIRJAN permitiu uma troca de conhecimento mais direta entre o Reino dos países baixos e as indústrias brasileiras.

“A solução é desenvolver economias metropolitanas circulares” – essa foi a principal mensagem trazida pelos cinco fornecedores de tecnologia, que vieram da Holanda promover o país com um delta urbano sustentável.

Eu fiz parte do segundo painel para demonstrar os benefícios da economia circular dentro do contexto brasileiro e introduzir os estudos de casos brasileiros – Aquapolo/Odebrecht Ambiental, Comlurb e SENAI. Os dados da ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Gestão de Resíduos – foram apresentados mostrando um aumento de 2,9% na geração de resíduos a nível nacional para os anos de 2013 a 2014, enquanto o crescimento populacional foi de apenas 0,9%. Este estudo também mostrou níveis semelhantes de reciclagem de um ano para o outro, o que significa que a gestão de resíduos de infra-estrutura não se desenvolveu no mesmo ritmo que o crescimento da geração de resíduo, que o volume de material no aterro sanitário está aumentando cada vez mais.

O objetivo era, portanto, ressaltar que, enquanto a cidade de Rotterdam é capaz de reciclar 90% das embalagens de plástico usando gestão de resíduos de ponta, o Brasil está perdendo aproximadamente 8 bilhões de reais por ano devido à falta de reciclagem (IPEA) .

É importante ajudar os investidores e as empresas a avaliar onde o valor pode ser criado a partir de princípios de economia circular pela compreensão de quão resilientes eles são contra os riscos sistêmicos a longo prazo. Isto é o que a ferramenta de Avaliação Circularity está tentando resolver – uma ferramenta desenvolvida pela organização holandesa Circle Economy, que não participou nesta missão, mas que são colaboradores essenciais da plataforma Exchange4Change Brasil. As discussões estão em curso para trazê-los ao longo da próxima missão com o objetivo de estabelecer no Rio o primeiro piloto de testes da ferramenta num país em desenvolvimento.

Como Freek van Eijk disse: O segredo para o sucesso holandês está incorporado em nossa cultura: ‘mente aberta’, os indivíduos internacionais e empreendedores, discussões de negócios cooperativos e inclusivos e ideias pragmáticas e inovadoras.

Portanto, eventos como esse são essenciais para facilitar o intercâmbio de conhecimentos, trazer inovação e acelerar a implementação de soluções sustentáveis no Brasil. Como eu sempre digo: é necessário educação, estruturas (infra-estruturais e legais) e atitude.

Então, fiquem de olho por mais novidades sobre a próxima missão comercial holandesa no segundo trimestre de 2016, incluindo soluções holandesas surpreendentes que podem ser adaptadas à realidade brasileira.

http://riodejaneiro.nlconsulado.org/noticias/2015/11/seminario-economia-circular.html

 

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