(Português) [O lixo e eu, eu e o lixo]

[*inspired by Gregg Segall for the World Cleanup Day]

Mas porque o lixo? E por que limpá-lo? Neste final de semana tivemos o Cleanup the World Day. Pessoas do mundo inteiro se reuniram para LIMPAR as ruas, praias e rios. Nós mesmos já apoiamos e participamos de muitas ações juntos a variados parceiros e fizemos nossas próprias ações como o plogging, que fizemos junto com a CamelBack e Projeto Grael. Relembre esta ação no post com o link ao lado, aqui.

Mas, ao final do dia, ao ver o número de todas as limpezas realizadas e a quantidade de lixo coletado, parei para refletir e fazer esta foto – inspirada pelo fotógrafo americano Gregg Segal.

O que seria mais eficiente, LIMPAR ou DEIXAR DE SUJAR? Por que não REPENSAR e MUDAR NOSSOS PRÓPRIOS HÁBITOS e EVITAR que os resíduos acabem no chão.

A conveniência, a conscientização e a causa do problema

 Será que estamos dispostos a abrir mão de toda esta conveniência que está a minha volta?

Sim, estes eventos como o Cleanup the World são importantes para despertar a consciência para o problema, mas qual a causa do problema? Quem é o culpado? O plástico? Os descartáveis? Ou quem os descarta? Mudar de material é a solução? O biodegradável irá evitar o problema ou deveria ser o descarte adequado?

Temos que EVITAR a sujeira, REVER nossos hábitos e valores e MUDAR o modelo econômico.

Experiência pessoal e mudança de atitude

Eu passei a evitar as embalagens das frutas e legumes e, muitas vezes, retirar aquelas desnecessárias e deixá-las no supermercado. Deixo os vendedores sempre atônitos e paralisados. Tento comprar a granel, carrego copos e garrafas comigo, não uso mais canudo, uso ecobags, já passei até a carregar talheres na bolsa e tento consertar, compartilhar e re-utilizar os produtos ao máximo, mas sou também aquela que prega as mudanças mais difíceis: novas atitudes na sociedade e novos valores e relações comerciais nas empresas.

 Esta é a tal da Economia Circular que não vem para consertar os problemas do lixo ou da economia linear e sim muda o sistema e evita o problema.

Vamos olhar primeiro para dentro e depois para fora. Pensar mais no evitar do que no limpar. Mais na qualidade e menos na quantidade. Se nós mudarmos nossas atitudes, nós servimos de fonte de inspiração para o outro fazer o mesmo.

A prática e a transição 

Parabéns a todos aqueles que ajudaram a limpar as ruas e as praias, mais ainda àqueles que debateram e refletiram sobre o problema. Pensem em uma mudança de atitude que você possa aplicar no seu dia a dia para evitar a geração de lixo:

  • Eu consegui reduzir a minha geração de lixo, nem tanto como o Por Favor Menos Lixo para caber em um pote, mas bem menos que nas fotos do Peter Segal que foram 7 dias. O meu lixo de quase 3 meses não foi suficiente para montar a minha foto
  • Acabo optando bastante por embalagens de vidro, principalmente em molhos e sucos que posso reutilizar. Mas já tenho tantas garrafas e potes guardadas que não cabe mais no armário e além disso nem no Cataki consegui achar quem se interessasse por recolher as garrafas de vidro. Parabéns à Água Cristal que coleta todas as garrafas vazias quando vai trazer a nossa encomenda. Logística reversa perfeita. E ainda a 341 caminho para a sustentabilidade ( link ao lado, aqui), que há 8 anos desenvolve um trabalho de reciclagem de vidro que conheci recentemente durante nosso painel na Virada Sustentável de São Paulo sobre Economia Circular: Repensar, Reduzir, Reciclar.
  • Já consegui gerar menos 1 lixo (conheça no link ao lado, aqui), menos 2, 3, 4, principalmente no avião e nos buffets à quilo que são os momentos onde as pessoas mais reparam as mudanças de atitude, pois você parece a “estranha no ninho”.
  • Biodegradável não é a solução para os descartáveis, a não ser que seja instalado um sistema de coleta e destino a compostagem, caso contrário, a entrada deste material no mercado, sem a infra-estrutura e educação ao consumidor, irá prejudicar a reciclagem
  • O desafio é o olhar além da fase de uso e aprendermos a olhar o depois, pois continuaremos consumindo embalagem para que o produto chegue até as lojas e às nossas casas, mas o desafio é o depois. Será que estamos fazendo o mesmo esforço para descartar que fazemos para comprar? Será que precisamos do porteiro coletando o lixo em todos os andares? Não podemos descer com nosso próprio lixo? E não queremos nos deslocar para carregar nossos recicláveis, no entanto vamos até o supermercado fazer nossas compras. Qual a diferença? No retorno, as embalagens ainda estão mais leves porque estão vazias. Já parou pra pensar nisto??

Na Exchange4change Brasil, trabalho para impulsionar a Economia Circular em projetos que visam estabelecer um novo olhar para o modelo econômico, o re-design dos produto, um mindset mais colaborativo, a geração de mercado com a agregação de valor ao material reciclado e a cultura da efetividade e performance.

É muito bom ver a evolução das empresas que têm seguido este caminho conosco, pois ser eficiente não é mais suficiente.

Junte-se a nós neste caminho para a transição e você verá que pode ganhar competitividade, e que, ao gerar valor para a sociedade, você gera mais retorno ao seu negócio. Deixe seu e-mail conosco no link ao lado, aqui.

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